29.6.06

1- Meia Ronda foi ver os "Gaiteiros de Lisboa" ao CCB na terça feira passada. O país dos bons costumes manda dizer que foi um grande espectáculo. E foi! Se não fosse, eu não dizia nada aqui. O início da segunda parte, com as vozes do Rui Vaz, do Guerreiro e do Zé David, com mais a do Casais, tudo armado num belo ambiente, foi a parte do pelo eriçado. Depois, há ali muito músculo, muita modernidade, muito trabalho e muitas outras coisas exemplares. A meia Ronda que lá foi declarou-se satisfeita e foi comer um bife à Portugália do "xpasto-lho d'água".



2- No Domingo convidei o pessoal da foto...
...para ir almoçar comigo à Coudelaria na Companhia das Lezírias, ao Porto Alto. Estavam lá 38 elementos da família directa (descendentes dos meus pais e apêndices) e faltaram só cinco. Fica o registo e a vossa adivinhada inveja à conta do nosso conhecido Cozido de Carnes Bravas (ou vadias, segundo a Susana).

Revista de imprensa

Uma entrevista a ler com atenção. Aqui.

27.6.06

"Viv' à Música"

Estou a ouvir na Rádio o "Viv' à Música" que acabámos de gravar há duas horas atrás para uma plateia ao vivo. Não foi em directo para a rádio porque o Brasil- Gana é prioritário.
Provavelmente estamos todos (A Rôndica turba) a ouvir e a criticar afincadamente o som. Até agora já se ouviu "Canção de Janeiro", " Duas Igrejas", "Canção de Romaria" e agora passa o "Cantador" onde só se ouvem as vozes do João e do actual escrevente. Agora eu faço o começo da "Cantiga da azeitona" em "off the show" e adivinho os colegas dentro dos carros a dizerem, " lá está aquele.."
Há muito violino, digo eu, ao gosto do António. Na primeira música quase não havia harmonia.
Agora começa o "Baile da Povoação". Tudo em alto clima mas não estou a gostar de me ouvir porque estou completamente solista com uma banda acompanhante. Os tambores estão com bom som...quando se ouvem, o que vai raro. O bandolim está ligeiramente desafinado (só nós percebemos).
Acho que estamos a tocar bem. Poucos pregos, andamentos justos e correctos, vozes afinadas. Talvez um pouco solenes que nós, em cima do palco, somos a amandar para o mais espalhafatoso.
Já repararam que é a primeira vez que se transmite por escrito um concerto na rádio ao vivo?
Quanto ao programa, e ao Carvalheda e à Ana Sofia, o que é que falta dizer?
Que são únicos. Que são bons. Que lhes devemos muito. Que somos agradecidos e estaremos sempre ao dispor. Que as sardinhas estavam óptimas.
Um grande abraço!!

25.6.06

Ementa Para o Viva a Música

Ora salvo melhor opinião, com alinhamento a definir, a ementa será:

Canção de Janeiro, Cantador, Romaria, Duas Igrejas, Sol Baixinho, Povoação, Flor da Rosa ( Anima Mea, Outras Terras ? ) se for preciso.

Pérolas aos poucos



Não eram mais de cinquenta e metade não fazia a mínima ideia ao que vinha. Mas mesmo quando a ameaça da chuva subiu de tom não arredaram pé do terreiro junto à Praia do Moínho, em Alcochete. Em frente, no palco instalado entre bancadas de churros e torneiras de imperial, o brasileiro Ed Motta cumpriu o primeiro dos três concertos integrados na breve e quase clandestina digressão que o traz a Portugal - actua terça-feira à noite no Clube Mercado, em Lisboa, e na noite seguinte na discoteca Indústria, no Porto. Foi um concerto gratuito e deslocado como o são quase todos os concertos que animam este país real nos meses de Verão. Mas o gigante brasileiro tocou com o mesmo empenho que terá depositado no palco do clube Blue Note, em Milão, onde se apresentou antes de voar para Portugal.
Quanto a mim, que sou um idefectível do trabalho de Motta, aterrei ali quase por acaso, à boleia de última hora do companheiro António Prata, que foi até lá ver como se estava a portar a aparelhagem de som alugada ao Largo da Vila. Uma sorte, pois ainda consegui apanhar algumas das pérolas atiradas aos poucos que povoavam o terreiro.

23.6.06

Pequeno gesto de grande vontade

Chegou à minha caixa de correio a seguinte nota de imprensa, que aqui reproduzo parcialmente.

Reguengos de Monsaraz classifica Cante Alentejano como Património Cultural Imaterial de Interesse Municipal

A Câmara Municipal e a Assembleia Municipal de Reguengos de Monsaraz aprovaram esta quarta-feira, dia 21 de Junho, por unanimidade, a classificação do Cante Alentejano como Património Cultural Imaterial de Interesse Municipal. A proposta foi apresentada pelo Grupo Cultural e Desportivo da Freguesia de Monsaraz.
A classificação do Cante Alentejano como Património Cultural Imaterial de Interesse Municipal demonstra a vontade do Município de Reguengos de Monsaraz em promover o seu conhecimento aprofundado em toda a sua complexidade e não apenas na forma actual que corresponde a um determinado momento da sua história mais recente, mas também que esta importante manifestação cultural seja reconhecida e salvaguardada pela sua diversidade e riqueza histórica. Esta classificação é igualmente uma condição indispensável para um trabalho futuro de apresentação de uma eventual candidatura a Património Cultural Imaterial de Interesse Mundial da UNESCO. (...)

O Nosso Barata Nunca Será Presidente da República ou Será ?

Ora o nosso Carlos Barata, que também é Augusto, e não é Carl Barat's, nunca será Presidente da República.

Passemos a explicar, portanto, o infortúnio do seu futuro.

Pois que o moço é um exemplo de pontualidade, mouro de trabalho, empenhado no mesmo, a música, seja a sério ou a brincar será sempre prenhe de rigor armónico e outras coisas de "conservatoire" fino, com o trabalho não se brinca, " eu nunca chego atrasado" a lembrar um famoso "eu nunca me engano"... que deu no que deu...

Pois o moço hoje esqueceu-se de uma entrevista para a prestigiada revista da Previdência, ou chegou três horas atrasado, como se queira ver a coisa...

Não é coisa que eu me orgulhe de tornar do conhecimento geral, até porque as suas virtudes, salvo seja, continuam imaculadas. Mas parece-me sinceramente que talvez o dia 22 de Junho de 2006 marque o arranque de uma caminhada até Belém...

Se já temos um candidato à junta de Penaferiririmririrfrqsgjii ( comoéqueseescreveessaterra?) porque raio não podemos almejar mais alto ? Porte e idade não faltam ao moço... e almijo, perdão, almeijo, também não...

22.6.06

Fotosíntese



AP Photo/Magnus Johansson-MaanImages

Roger Waters. O homem tem uma fixação em muros. Este fica perto de Belém e separa filhos de deuses desavindos.

21.6.06

Porque hoje é Verão

Tinha pensado voltar a evocar o seu nome dia 6 de Agosto, precisamente um ano depois da última vez. Não pude esperar. Porque hoje se cumpriu o dia mais longo do ano, porque começou o Verão, porque a terceira vitória seguida no campeonato do mundo de futebol me deixou embriagado de um inebriante fervor patriótico, porque é preciso acautelar o regresso dos nossos bravos desde a Alemanha: por tudo isto e tudo mais que não confesso, antecipei-me e decidi convocar já hoje este hino da saga lusa.


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20.6.06

Sugestão do dia



Não li, mas recomendo às cegas. Com um título destes, bem merece. Mais informações aqui.

Entroncamentámo-nos todos a horas.

A nossa Entroncamentada de Domingo dia 18 teve pouca história. Verificada a transfuga do Miguel, em açorianas digressões, encontrámo-nos os seis no local do costume e chegámos todos a horas.
O jantar, se deixa história é p'ra dizer mal e por isso aqui não vai constar o nome da mangedora.
Tocámos com o som de uma empresa de Tomar e o Rui Mira foi o diligente misturador.
O palco era grande e o público numeroso.
Ás duas da manhã já estava tudo em casa. Ou podia estar!! Ou devia estar!!

19.6.06

Entre Elvis Presley e Black Sabath

Isto é difícil de explicar mas, como os clientes são espertos, se quiserem podem lá ir ver. Catrapisquei um site em que os interessados podem criar a sua estação de rádio pessoal. Mais curioso é ver que a Ronda aparece nesta lista abaixo, que representa os intérpretes mais passados nos últimos seis meses, numa caldeirada improvável de ecletismo radical.
E agora algo completamente diferente:
Vejam o nome do cantor desta magnífica banda. Estou embasbacado

18.6.06

Actualização da memória

Uma pesquisa no Google por "Ronda dos Quatro Caminhos" (assim, fechado com aspas) devolve 9.450 resultados em 0,26 segundos. Ou seja, menos 180 entradas que há dois meses atrás (conferir aqui). Um bom indicador para reflectirmos adiante. Por agora, deixo-vos com quatro desses resultados, todos provenientes da mesma fonte. Lamento informar que andam a invocar o nosso nome em vão, irmãos. Vejam bem aqui, aqui, aqui e aqui.

Entroncamento

A Ronda é convidada a tocar hoje nas Festas de São João e da Cidade do Entroncamento. É às 22.00 no Palco da Cidade. Para fazer justiça à terra, não se espera menos que uma noite fenomenal. Mais informações aqui.

15.6.06

Eloquência


Penso que este blog é feito pelo símio da "Guerra das estrelas". Para além da ideia geral tem algumas coisas interessantes. Querem lá ir ?

14.6.06

Anúncio

O que nós nos rimos com o ritmo deste anúncio que lemos faz hoje três anos no DN quando preparavamos a apresentação em Sintra. Não falta lá nada. Apreciámos o gosto pela higiene e pelo sigilo. O cav. com 45 e Dr. procurava senhora em situação semelhante para “almoços” com aspas e clandestinos.
Será que o anúncio surtiu efeito?

11.6.06

Sintra - Segurança Social - 10 de Junho

É um espectáculo tradicional da Ronda que, nos últimos seis anos, teve cinco presenças (o ano passado fomos a Paris). É diferente do habitual: porque é uma gigantesca (este ano 1497 inscritos) patuscada de sardinha e febras, porque temos que começar a fazer som manhã cedo, porque os instrumentos ficam a cheirar a peixe assado, porque temos normalmente umas parcerias musicais que quebram a rotina, porque há lá um público que já sabe ao que vai, conhece as cantigas e acompanha, etc.
É um prazer ir tocar ao Encontro Nacional dos Clubes Culturais e Desportivos da Segurança Social, em Sintra, no meio da Serra.
Este ano tocámos a "Cantiga da Azeitona" com o grupo de Gaitas de Foles do Col. de Pina Manique da Casa Pia de Lisboa, com o Zé Lage e o Paulo Marinho a comandar. Começou muito bem, com uma sonoridade empolgante, mas o nulo número de ensaios fez-se notar nalguma salganhada na definição das partes. Mas foi bom e ficou tudo satisfeito.
No fim o "Tocárrufar" (nunca sei como se escreve..) acompanhou a "Chula velha" que assim recuperou o ritmo puro e duro da Chula à portuguesa.
Boas sardinhas, boa música, ambiente descontraído. O que é que queremos mais?

9.6.06

Carlos do Carmo (Talk-show)

Já várias vezes pensei em referir aqui o programa que às quintas feiras à noite passa na RTP Memória. As vezes que o vi foi sempre sem querer, a passear com o comando pelos canais lá tropeço no Tó-que-shôu do Carlos do Carmo que passou na RTP Internacional à volta de 1998. Dos que vi gostei de todos mas realço um, no Brasil, com o Ivan Lins. Muito bom. Mas todos são muito interessantes pelo cuidado que há nos convites, pelo ambiente (parece a sala da casa dele) e pelo excelente conversador Carlos do Carmo impõe ao programa.
Ontem falava-se de fado com o Carlos Zel, o José Cardoso Pires (ambos entretanto já idos) , o Henrique Viana e a Mafalda Arnauth (no seu início). Bela conversa, boa música e a minha lamentada constatação de que os tempos mudaram e já não há espaço para nada assim nem nos micro-canais. Eu tenho muita pena que assim seja.
Na próxima quinta vou ver se não me esqueço!!

6.6.06

Toponímia dos afectos

Unha Rúa para o Zeca Afonso. É conferir aqui.

A gerência informa



Perdeu-se o uso de povoar estas páginas com as descobertas que nos vão maravilhando os dias. Tenho pena e por isso tomo a iniciativa de retomar o costume. Chamo então a atenção para o novo trabalho do Carlos Martins. Um disco admirável, digo eu. Fados, mornas e choros reiventados numa linguagem comum, algures entre o jazz e a música erudita, numa demonstração irrefutável da irmandade dos três géneros. Os arranjos trazem a assinatura cinematográfica do Bernardo Sassetti e são interpretados de forma notável pelo nosso companheiro Vasco à frente da Sinfonietta de Lisboa. As vozes são emprestadas por Carlos do Carmo, Camané, Ney Matogrosso e Mayra Andrade. Diz-se mais neste disco sobre a possibilidade da lusofonia que em mil discursos de circunstância e outras tantas banalidades académicas. Recomendo entusiasticamente.

Raul Indipwo



Ora não correm uns dias felizes para a rapaziada da música. Agora foi o Raul Indipwo que nos abandonou. Faz alguns anos que não nos cruzavamos, mas recordo os muitos encontros na agência de espectáculos que nos agenciava, ainda com o Duo Ouro Negro, e os palcos das vilas e aldeias, quando todos nós faziamos mais espectáculos do que os que fazemos agora.

Nas galas de solidariedade era uma presença solidária sempre incontornável. Numa faceta menos conhecida da sua criatividade, a pintura não era seguramente uma arte secundária.

Recordo ainda uns dias largos nos Açores, em S. Jorge, e dos serões de conversa no bar do hotel.

Foi mais um companheiro que nos deixou, sempre discreto, mas presente. Vai deixar muitas saudades.

666

Este poste não se entende
É estúpido como vereis
Só tenho desculpa por hoje
Ser dia do 666
-
Porque é que não se calam com "Fragoso à'rder!", "Fragoso à'rder!". Está à'rder com quê? Alguma dívida incobrável? Algum cachê esquecido?
Calem-se já com o Fragoso ardente.
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Hoje é dia da besta
Estou-me a sentir bestial
Quero parar de escrever
Mas possui-me o animal
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Elevando o nível deste ignaro blog cito aqui Anita Acevedo em tirada tirada do seu livro "El Arte Y la Poesia": "El arte es un sol esplendente, sin ocaso, que deslumbra todas las pupilas, hacia cuyo llameante y fragoso incendio tienden su titánico y luminoso vuelo los gigantes cóndores de las aspiraciones legítimas.
Celebro, deste modo, o dia 6 do 6 de 6, tido, entre círculos de cultura sinistra, como associado ao 666, conhecido pelo número da besta.
-
Basta de medo do demo
E dos seus cornos na testa
Que o que resta da besta
Só dá p'ra risota e festa
-
Seu poder é diminuto
E não há quem dele goste
Mas foi ele que conduziu
A minha mão neste poste
-
E agora, algo de inacreditável:
Houve, em tempos que já lá vão, um grupo grego chamado "Aphrodite's Child" do qual fazia parte o Vangelis (Papathanassiou) e o Demis Roussos (a quem eu sempre chamei 10.000 russos). Esse grupo teve uns êxitos melosos "of under dog mood" mas fez também um album duplo, muitíssimo vanguardista mas de um bom gosto irrepreensível, de nome 666. Recordo uma faixa (que era assim que antigamente se chamavam os "tracks") com interpretação da Irene Papas que me deu a volta á cabeça (até hoje ainda não a indireitei), (a cabeça), (parem com isso!). Se encontrarem não percam esta preciosidade dos anos 70 e poucos.
ÚLTIMA HORA
No concelho de Barcelos
Incêndio em Fragoso foi circunscrito pelos bombeiros
06.06.2006 - 17h37 PUBLICO.PT

Os Fados da Ronda

Penso que não é a primeira vez que aqui chamo o blog de "Octávio Sérgio" onde tão bem são tratados assuntos que têm a ver com música tradicional, principalmente o que tem a ver com as guitarras portuguesas. À atenção de todos e fundamentalmente do António fica esta coisa aqui

Afinal sempre aqui se faz registo das actuações da Ronda dos Quatro Caminhos nos passados 24 e 25 de Maio.

No dia 24 fomos à Azambuja. Quarta-feira com vento frio e desagradável, às 22.00h, lá fizemos o possível por aguentar o público e até parece que conseguimos. Jantar sem história num Restaurante do Largo das freguesias com a companhia do Ananias da Câmara da Azambuja, em cura de águas que lhe deixam intocável a prazenteirice.
No dia 25 foi Beja com o quarteto, os cinco alentejanos de Évora, os cantadores de Campomaior e a incontornável Ronda. Belo espectáculo com muito público. Palco pequeno com os espectadores a 2 metros o que, prejudicando tecnicamente, beneficia por outro lado a empatia com o público. O fadista de Beja António Zambujo cantou duas músicas das nossas ( Laranja da china e a Flor da Rosa - não foi?). O Pedro V (o tal que prometia escrever às quintas) foi c'a gente e comeu, tal qual nós, o jantar da praxe num restaurante na Praça da República onde estava o palco.
Viemos para casa satisfeitos e cansados
- Comprei bilhete para os "Gaiteiros de Lisboa" para o dia 27. Espero que o meu exemplo frutifique.

2.6.06

José Marinho



Ontem soube que tinha morrido o José Marinho. Primeiro tentei perceber se era o mesmo que conheciamos e que tinhamos encontrado recentemente no programa do Paco e na "Febre.." no Porto. Era mesmo.
Não o conhecia muito bem mas cruzei-me com ele suficientes vezes para ter boa impressão. Pareceu-me sempre um tipo porreiro. Ora bolas!