31.12.05

2005=31536000+1



Na sua infinita sabedoria, o cosmos decidiu dar-nos um bónus. 2005=31536000+1. O ano que hoje termina tem precisamente mais um segundo que os outros. Não sei se é prémio ou castigo. Sinto-me gozado. Sugiro que na contagem descrescente se conte o zero duas vezes.

Neófito

Em clínica localizada na capital, nasceu no pretérito dia 17 deste mês de Dezembro o Tiago, filho da Isabel o do nosso colaborador baixista Nando Araújo. Mãe e criança encontram-se bem e já regressaram ao lar, ó tempo!, situado na linda cidade da Amadora. Este simpático blog deseja ao neófito e aos seus progenitores muitas felicidades e uma vida plena de alegrias.

(A foto ao lado apresenta-nos, como forma de ilustração, um nascimento. Neste caso o Milton.)

28.12.05

Roda da monda ou melhor, Moda da Ronda 2006

O reconhecido bom gosto do Departamento de Moda da Ronda (DMR) apresentou para o grande público as suas propostas para o ano que agora vai começar. Os modelos apresentados resumem a forma refinada e elegante como no seu dia a dia os seus elementos se apresentam a qual se pode observar nas linhas "Escuteiro" ou "Legião estrangeira" adoptada no recente DVD ou as linha "Seminarista" e "Labrego com colete" que já fazem parte da tradição deste simpático agrupamento.
Apresentadas por deliciosos modelos, mostramos agora as propostas do DMR.
No primeiro momento podemos observar modernidade e classe.
O modelo da esquerda, de quem entra, intitula-se "Porco no mar". Calça azul e camisa também azul, esta com o pormenor radical de ser de uma banda só, fazem base a um casaco de pele de porco. Acessível a alérgicos à carne do saboroso reco, este modelo tem o seu toque de vanguardismo na existência de um só sapato.
Ao meio, o modelo de origem estrangeira Pittá Batteur, apresenta um curvilíneo fato mesclado. A mescla resume-nos um percurso trans-classista que cai bem ao fidalgo ou ao empregado de mesa. Casaco branco com etiqueta na teta ou no sovaco, calcinha baby-grow que pode abranger vários números do M ao XXL e a sandália com meia que constitui, na história da moda, algo só suplantável pelo nu-com-peúga.
Do lado direito, não engana, o modelo popular-professoral. Falso casaco de tweed, falsa pose e ar mansinho a esconder um interior manhoso. Não está à vista mas inclui, no bolso interior, esferográfica e livro de orações e no exterior direito um lenço ranhoso.
Segue-se, na segunda foto, a proposta "vai-te deitar". Na esquerda de quem entra, desta vez na cama, um lindo modelo de padrão escocês que fica bem, principalmente, em sujeitos com cabelos no peito (que não é de bronze). Os pezinhos calçam xanato a condizer. Não se percebe bem é com quê!
Ao meio o modelo "Eu queria era ser do Sporting". Elegância, distinção e pose serena são os atributos desta peça em tons de verde.
Na direita o modelo "enchumassaste-os", tão característico deste estilo. O toque modernista é dado pela cueca gola alta que aparece já perto do pescoço.
Para breve o DMR promete mais novidades im-per-dí-veis.

Do bom gosto

Sigam o link para um conselho de puro bom gosto.

26.12.05

Ressaca calórica

Agora espalho pela preguiça algumas doses de prazer. Usufruo das ofertas natalícias, abandonando aos ares e águas (ainda hoje fui nadar) os excessos calóricos ingeridos.
Leio a prosa magnífica da Maria Filomena Mónica enquanto sacio, nas suas memórias, a costela coscuvilheira que felizmente tenho. É uma estupidez, ou é contra-natura, alguém não se interessar pela vida de outrem. Não todos os outrens mas parte deles. E cada um tem a liberdade de escolher as suas "Nova Gentes".
A June Tabor entrou aqui em casa e veio para ser ouvida por uns tempos. Wellcome!!

24.12.05

Boas Festas 2




















Venho por intermédio desta bonita imagem do nosso "frontman", desejar a todos um Feliz Natal.

Boas festas

O concertinista e bandolinista desta área vem por este meio desejar a todos os seus clientes um Feliz Natal para quem é de Natal e um Feliz Anos Novo (não tive coragem) para quem for de anos. (nunca poderia pôr anos novos, por razões óbvias). (eu tenho responsabilidades).

23.12.05

23 de Dezembro



















É vê-lo!

Herói dos bonecos, de guitarra em riste
Dispara sons graves para quem assiste.

Levezinho tocando de gesto elegante,
Transforma em música um som de elefante.

Confundindo interpretação com um parto medonho
Faz caretas de dor, de riso ou de sonho.

Colando com graves toda a harmonia
A música caminha e ele é o guia.

Não se dá por ele, não canta nem salta
Só quando ele não toca é que se vê que faz falta.

A tocar não há paixão nem força como aquela
Mais que amar a guitarra, faz amor com ela.

Amigo faz tempo, quase nem me lembro
Faz anos hoje, 23 de Dezembro

Pensava o baixista que eu me ia esquecer
Pensava bem mal, vai-te lixar

Kamasutra

Olhem o que eu apanhei num blog por aí e que reproduzo sem autorização. É de um blog chamado "Rock em Portugal" e é alimentado, e bem, por Aristides Duarte. Reparem na última linha da biografia:

BIOGRAFIA KAMASUTRA
Formado por Pedro Taveira (bateria), Rui Pipas (guitarra - que faleceria pouco depois num acidente de viação e é homenageado por Júlio Pereira no disco " Fernandinho Vai Ao Vinho"), Gino Guerreiro (baixo) e Barata (vozes), o grupo Kama-Sutra cotou-se durante muito tempo como um dos melhores grupos de Rock Português. Estes elementos já tinham passado, antes, por formações como os Pentágono, Albatroz, Beatnicks e Ogiva.O seu estilo estava próximo do Hard-Rock, com umas pinceladas de Rock Progressivo e sequências acústicas.Começaram por tocar versões de temas de grupos anglo-americanos (Gentle Giant, Yes, Jethro Tull, etc), mas depressa evoluíram e criaram o seu próprio reportório de temas originais.Em 1972 participam no III Festival Musical da Juventude, em Almada, realizando uma excelente "performance" e, no ano seguinte voltam a participar na IV Edição do mesmo Festival; juntamente com os portugueses Heavy Band (onde pontificava Filipe Mendes, futuro Roxigénio) e os ingleses Atomic Rooster.Zé da Cadela, um baterista de renome no meio musical português (tocou com quase meio mundo artístico português dos pioneiros do Jazz aos UHF) entra para a banda, substituindo Pedro Taveira. Zé Cancela, em teclas e Jaime, em guitarra, são os novos elementos da formação. Muito por causa da inclusão do órgão, o som do grupo torna-se mais denso e mais próximo do estilo que procuravam.A banda entra no circuito habitual, em Portugal, para os grupos do seu género, e toca em vários locais do país em Bailes de Finalistas. A desmotivação e a apatia começam a apoderar-se dos elementos da banda. Estamos numa época em que o "boom" do Rock Português ainda não tinha visto a luz do dia. As editoras discográficas não apostavam na chamada música Yé Yé e não havia a mediatização da música Rock. Os músicos faziam-se transportar em carrinhas, onde vinha, também, a aparelhagem sonora (imagine-se o tipo de decibéis que tais aparelhagens conseguiam transmitir e compare-se com um grupo que anima arraiais, hoje em dia. Na época o que tinham já fazia barulho a mais para muito boa gente e hoje, com 7 ou 8 vezes mais aparelhos de som, há quem se queixe que não se ouve nada...).Os Kama-Sutra dão por encerradas as suas actividades, sem que tivessem deixado algum registo sonoro para a posterioridade.Barata é hoje membro da Ronda dos Quatro Caminhos.
posted by ARISTIDES DUARTE @ 7:44 AM 0 comments

Curiosidade

Curioso este site em que não se consegue decifrar uma única palavra, só se consegue perceber que existe uma banda espanhola que tem o mesmo nome que a nossa e além disso tem um disco com o mesmo nome. Ver aqui!

22.12.05

Restaurante do ano

Aproxima-se a eleição deste item, tão caro à rondistada. Depois de, em anos anteriores, esta eleição ter decorrido após conversas francas propiciadoras de um mais ou menos fácil concenso, o aparecimento deste novél espaço oferece-nos a oportunidade de uma reflexão mais elaborada, se bem que, desconfio, ir dar ao mesmo resultado. Perceberam? Eu também não! Eu repito:
Depois de, em anos anteriores, esta eleição ter decorrido após conversas francas propiciadoras de um mais ou menos fácil concenso, o aparecimento deste novél espaço oferece-nos a oportunidade de uma reflexão mais elaborada, se bem que, desconfio, ir dar ao mesmo resultado.
Eleitos em anos anteriores tivemos já o "Molhóbico" em Serpa, "A Trave" em Feira "A Coudelaria" na Companhia das Lezírias e outros que agora não me surgem.
Proponho para nomeados deste ano : "Restaurante da Piscina" de Ourém - "O Barrigas" do Entroncamento - "Adega Velha" de Mourão.
Relembro aqui, comovidíssimo, o explêndido jantar, ao lado do palco, que comemos no dia do concerto de Évora, feito por uma cozinheira de primeira. Não conta para as nomeações porque não é restaurante. É pena!!
Aguardo opiniões.

20.12.05

Espalhem a notícia 4

Devagar, devagarinho... enfim, nunca mais lá chegamos. Como diria o grande Chico," devagar é que não se vai longe". Nós, pelo menos, vamos disfrutando o caminho, que é o mais importante. Mas dizia eu, antes de me perder neste prolixo e inútil devaneio, que devagar, devagarinho, lá vão pingando umas notícias sobre o lançamento da nossa magalómana aventura em DVD. Mais uma para conferir aqui, no site da cotonete (atenção que o acesso gratuito só se faz entre as 08.00 e as 20.00). Espalhem a notícia.

Eurico Carrapatoso

Fui ontem ouvir, na Aula Magna, um concerto do Eurico Carrapatoso, grande compositor, meu ex-professor e meu admirado amigo. Foram interpretadas duas obras suas pela Metropolitana e o Coro Riccercare, ambas com linguagem moderna mas sem perder afabilidade, desafiadoras mas a piscar o olho às nossas sensibilidade e referências.
O Eurico procura não desligar a sua música dos ouvidos dos ignorantes das "escolas" e "movimentos", capazes de ousar para além do óbvio, capazes de arriscar à procura de mais qualquer coisa, capazes, ainda, de se deixarem comover por referências familiares, mas incapazes de se empanturrarem com o que não entendem. Na minha modesta opinião é o maior.
Se ele fosse escritor vendia tiragens sucessivas e toda a gente lhe conhecia o nome. Como é compositor de música erudita o seu nome existe pouco. Mas ele é o maior e eu gosto muito dele e da música que faz. Ouçam-na por favor!!

15.12.05

Imagens da memória futura 12

Noite de estreia em Évora. O pretexto era o de lançarmos um primeiro olhar colectivo sobre o DVD que regista o último episódio da longa aventura de cinco anos que esta gente de alma grande se predispôs a connosco partilhar. Mas a verdade é que qualquer razão é boa e suficiente para sermos acolhidos uma e outra vez na casa que nos habituámos a sentir como nossa. Na sede dos Cantares de Évora, pôs-se a mesa com o cuidado, a mestria e a amizade de sempre e fez-se a festa que se repete a cada vez que regressamos a este lugar de memórias perfeitas.





14.12.05

Preço mínimo garantido

Sou homem de poucos vícios e os que tenho creio seguro dizer que são inofensivos. Mas admito que os tenho. Passar horas na Fnac, por exemplo. São horas, confesso, de algum masoquismo, porque na sua maior parte gastas a açaimar a vontade de comprar tudo o que me aparece à frente. Com esforço sofrido e a boa consciência da minha declaração de rendimentos - que, apesar de absolutamente verdadeira, padece de uma grave anorexia - lá me vou contendo. Mas nunca desisto de entrar.

E é em nome dessa minha militância que me sinto ofendido. Não com a loja, em particular, mas com quem permite que o trabalho honesto desta modesta Ronda chegue ao público a preços obscenos. Logo ali, na capital do preço mínimo garantido. Refiro-me ao álbum Alçude, marco histórico gravado há cinco anos (sim, já passaram cinco anos), ao vivo no Teatro Garcia de Resende, em Évora, ponto de partida da grande aventura alentejana da Ronda. 26.90 € é quanto pedem por um exemplar (quem tiver dúvidas, pode confirmar aqui).

Felizmente, no que toca ao novo trabalho da Ronda (DVD mais CD), quem tem uma palavra a dizer sobre o assunto escolheu dizê-la com elementar bom senso. A edição do registo ao vivo dos espectáculos do CCB com a Orquestra Sinfonietta de Lisboa, os Coros do Alentejo e outros amigos e convidados, um objecto ambicioso de produção bem mais dispendiosa, fica-se por uns razoáveis 20.90 €.

A quem de direito, aqui deixo o justo agradecimento.

13.12.05

Espalhem a notícia 3

Mais uma nota sobre a Ronda que reclama a vossa atenção. Os concertos do CCB farão parte do alinhamento da próxima emissão do Terra Pura, programa de rádio online da autoria do Luís Rei, o homem das Crónicas da Terra. A conferir aqui.

12.12.05

Espalhem a notícia 2

Os nossos serviços e informação detectaram mais um apontamento sobre a nova edição da Ronda. É favor conferir aqui.

10.12.05

Imagens da memória futura 11



Uma embaixada da Ronda deslocou-se ontem até à Aldeia Nova de São Bento para, com os amigos do Rancho de Cantadores e outros do Ateneu Mourense, fazermos um primeiro visionamento do DVD que regista um dos momentos altos da nossa aventura colectiva. Estas são imagens desse primeiro olhar. Instantes de um serão fraterno à medida de todos os outros em que ali fomos recebidos. Antes, claro, houve paragem no Molho Bico, em Serpa.

7.12.05

Arre pendimento!

É curioso como a divisão de algumas palavras se pode transformar em qualquer coisa com uma significância tão diversa. Eu escreveria "arrependimento" e justificaria aqui o quanto lamentei, (o que não foi muito), ter posto aqui um link, sugerido na minha busca google "Ronda+DVD", que não alinhava pelo carácter familiar deste simpático blog.
Ao pôr "arre pendimento" parece que estou a incentivar (vidé "arre burro") um pendimento qualquer a seguir em frente, no seu próprio caminho. Se eu me tivesse lembrado de "arremeter" estaria a sugerir ao "pendimento" a acção seguinte?
Questões complicadas que, espero, não me levem a mais um penoso acto auto-censório.

Espalhem a notícia

Serve esta breve intervenção para dar conta do primeiro eco que me chegou sobre o dvd da ilustre Ronda. Basta seguir este link aqui.

6.12.05

Sugestão

Ex.mos combloguistas: Por este meio venho-vos convidar, à guiza de sugestão, à audição e visualização do "sítio" que mora em http://jquintela.com/. Grato e cuidadoso vos envio votos de sã temperança e boa educação.

5.12.05

June



Havia por lá três moços da Ronda: um acha que o espectáculo foi sofrível, os outros dois juram que raras vezes asssitiram a algo tão próximo da perfeição. Perdi os três primeiros temas porque substimei a pontualidade britânica em favor de uma interpretação indígena dos horários programados, dessas que confiam que todo o mudo se rege pelo mesmo rigor elástico que regula os dias da malta aqui do Norte de África. Ainda assim, eu que sou metade dessa maioria de dois terços da Ronda que lá esteve, confesso que quase me comovi com a experiência de finalmente ouvir June Tabor ao vivo depois de ter calcorriado quase toda a sua discografia. Foi tudo o que eu esperava. Talvez um pouco mais.

2.12.05

Obrigado

Quero aqui tornar público, por escasso que seja o público, o meu agradecimento às alegres moçoilas Susana, Teresa, Madalena e Letícia que, pela luz da sua presença, pela suculência dos seus cozinhados, pela graciosidade no corte de papelinhos amarelos, tanto ajudaram na montagem de este cenário.

Bom fim de semana

Vou ali a Aveiro ter com o Oliveira que já lá está desde ontem. Vamos ver o "Sons em trânsito" e passear mai'la minha rapariga. Temos como motivação musical principal a "June Tabor" e bom fim de semana.