29.3.09

Viva o Acordo Ortográfico...











Ora é bem conhecida a minha antipatia para com o acordo ortográfico. No entanto, devo reconhecer que alguma ortografia brasileira se revela bem mais interessante que a portuguesa...

E se tem menino na Ronda que não perde oportunidade de comprar calças nas traseiras do Bolhão, e outros mais finos que não dispensam os Timberlantes, com certeza que este é um conjunto que interessará a todo o grémio musical... Á venda, naturalmente, numa loja lá para a mouraria onde este amigo de vocemessês nasceu...

Reconheçamos que não está caro...

27.3.09

O monstro está vivo

18.3.09

57

A primeira vez que deitámos contas às coisas, levavas uma vida inteira de avanço. Eram 48 para 24, mais 100%, duas vezes tudo sobre o tudo. Desde então muito se andou, somou e subtraiu, multiplicou e dividiu, e tu sempre com esse fascínio pela matemática dos dias e dos caminhos, descortinando curiosidades estatísticas e coincidências absolutas no que fomos fazendo, decifrando simetrias perfeitas e distâncias relativas no que fomos sendo. Hoje, as contas podem até já nem ser tão simples. Mas isso já tu sabias, que não há equação sem falhas, sem tangentes à certeza nem derivadas do erro. Como também sabias, sabes e professas do optimismo das potências e das sucessões, da hipérbole da alegria que se descobre nos disparates e nas asneiras. Hoje são 57 para 33, ou 19 para 11, ou uma dízima que perpetua a perfeição da simetria e nos diz que levas agora mais 72,72727272…% da minha idade. Estou cada vez mais próximo e no entanto sei que nunca te hei de alcançar, como na velha parábola de Ulisses e da tartaruga - eu na pele do mito grego, tu na pele do cágado.
Posto isto, eu que não sou espírito de ciência certa, pus-me às voltas com as possibilidades matemáticas deste dia, na secreta esperança de calcular uma dessas piadas que valem bem perder um amigo. Nada. Cheguei a pensar dizer-te que neste momento és 95% ou 19 vinte avos de um sexagenário, mas nem o raciocínio me pareceu brilhante nem o gesto elegante. Por fim, lá tropecei numa dessas curiosidades de números redondos: 57 são cinco elevado a dois mais dois elevado a cinco. Não é grande coisa, mas serve o propósito. Parabéns caro amigo.

13.3.09

Mais música para sexta-feira 13

INSTRUÇÔES: OUVIR E SEGUIR A LETRA QUE TEM QUE FICAR ABERTA NUMA OUTRA JANELA. E até à próxima 6ª feira 13 que este blog está a dar para o azar. Não se preocupem com as saudades porque é já em Novembro próximo.

http://darkbuda.org/pimba/musica/marc_dennis-diz_a_liza.mp3

DIZA LIZA
Em poucos dias retornava,A Liza que tanto amava,Andava todo contente,Chegava o dia do seu casamento.
Mas a sorte assim não quis,No trabalho foi infeliz,Caí do 10º andar,Quando lá cheguei, me dizia a chôrar.
Diz a Liza que eu lhe amo,Diz a Liza que eu lhe adoro,Diz a Liza para não chôrar,Meu amor por ela nunca morrerá.
Em cima da hora, acontecimento. Noticia da diáspora um jovem emigrante, encontrou a morte hoje à tarde num acidente industrial. O rapaz português que planeava voltar brevemente à sua terra para casar com a sua namorada de infância. Antes de morrer, o jobem murmurou as seguintes palavras. “Diz a Liza que o meu amor por ela nunca morrerá."
Ele teve pouca sorte,Aqui na América do Norte,Para que vale o dinheiro,E por ele morrer no estrangeiro.
Agora Liza anda sozinha,Vai visitar a capelinha(tom-tom-tom),E quando está a rezar,Parece que ouve, ele a chorar.
Diz a Liza que eu lhe amo,Diz a Liza que eu lhe adoro,Diz a Liza para não chorar,Meu amor por ela nunca morrerá. (3X)